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A Folha do CBD

Julho 2009                                             CBD                                          A Folha do CBD                                                       

Convite às Empresas

Reciclar para ajudarO Centro de Bens Doados de Torres Vedras, tendo como meta e único objectivo receber dos que têm e dar aos que não têm, pretende promover parcerias com empresas, cadeias de distribuição e outras entidades ou organizações, para que estas possam contribuir, doando bens já usados e em bom estado de conservação, ou novos com pequenos defeitos.

O CBD convida-o a participar nesta cadeia de Solidariedade, doando bens ou equipamentos que deixaram de ser utilizados.

Contribua para um ambiente mais equilibrado, doando, reciclando e ajudando quem mais precisa. 

Contacte-nos e participe!
E-mail: info@cbensdoados.org
Telemóvel: 936.225.566

A Responsabilidade Social das Empresas

Responsabilidade Social“A Responsabilidade Social das Empresas é a integração voluntária de preocupações sociais e ambientais nas operações quotidianas das organizações e na interacção com todas as partes interessadas. Neste sentido, é um conceito globalizante pois parte do indivíduo para o todo e vice-versa, entendendo-se o indivíduo como podendo ser quer individual quer colectivo.
No fundo, trata-se de um modo de contribuir, de forma positiva, para a sociedade e de gerir os impactos sociais e ambientais da organização como forma de assegurar e aumentar competitividade no mercado.
Quando se fala de RSE fala-se, normalmente, de reciclagem do lixo doméstico e industrial, da reciclagem dos toners, dos plásticos, do papel, mas também do respeito pelas pessoas com quem convivemos diariamente, seja no trabalho, na rua ou em casa e ainda do apoio que prestamos à sociedade.
Uma organização quando socialmente responsável tem em consideração, nas decisões que toma, a comunidade onde se encontra inserida e o ambiente onde se movimenta ou opera. Há quem defenda que as organizações, como motor de desenvolvimento económico, tecnológico e humano, só se realizam plenamente quando consideram na sua actividade o respeito pelos direitos humanos, quer como indivíduo quer como consumidores, o investimento na valorização pessoal, a protecção do ambiente, o combate à corrupção, o cumprimento das normas sociais e o respeito pelos valores e pelos princípios éticos da sociedade em que se insere.”

In www.portaldaempresa.pt

“Para que uma empresa possa alcançar o sucesso a longo prazo, deverá criar valor, não apenas para os seus accionistas mas também para a sociedade.”

In Relatório da Nestlé sobre a Criação de Valor Partilhado, www.nestle.pt

A Responsabilidade Social não é uma moda, é uma necessidade!

SolidariedadeNão existe empresa socialmente responsável sem que os seus líderes o sejam. E ser um gestor socialmente responsável é bem diferente de ser um administrador tradicional. Esse novo perfil de gestor, no entanto, ainda é uma raridade no universo corporativo actual. Explico: os executivos tiveram, em sua maioria, uma formação em administração clássica, que leva em consideração conceitos pouco sistêmicos, muito cartesianos e que priorizam a optimização de lucros do acionista – o contrário do que se espera daqueles que devem liderar as empresas socialmente responsáveis daqui para a frente. Mas, afinal, quais são as principais características do líder socialmente responsável?
Em primeiro lugar, o administrador deve ter em mente que o seu objetivo é gerar valor em três dimensões: econômica, social e ambiental. Para isso, precisa ter consciência do todo. O gestor socialmente responsável olha a empresa de um ponto de vista holístico, isto é, sabe que ela faz parte de múltiplos processos interligados, complexos e multicausais. As organizações têm uma nova função social e os gestores devem conhecer o impacto agregado que toda a cadeia produtiva gera em todas essas esferas.
O gestor socialmente responsável também precisa entender de activos e passivos ocultos, que dificilmente são contabilizados. Quanto vale uma relação de parceria com os fornecedores? E uma carteira de clientes fiéis? Por outro lado, quanto custa poluir o meio ambiente e ficar vulnerável a ações de responsabilidade civil? Ou quanto custa desrespeitar os direitos dos funcionários e ser alvo de ações trabalhistas? Considerar esses factores é imprescindível para quem pensa na sustentabilidade e no longo prazo.
Quem tem um olhar socialmente responsável consegue descobrir uma multiplicidade de oportunidades de negócio muito maior do que permite ver o ponto de vista da gestão tradicional

Por Ricardo Young

Ricardo Young é presidente do conselho deliberativo do Instituto Ethos e presidente do UniEthos, Educação para Responsabilidade Empresarial e Desenvolvimento Sustentável

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